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Mancha mongólica: o que é, porque aparece e quando se preocupar

Pode ser um susto para os pais notarem que ao nascer o bebê tem uma mancha arroxeada nas costas, cóccix ou nádegas. Em geral, a suspeita logo recai sobre o parto e a forma como foi feito. No entanto, apesar da aparência de machucado, a mancha mongólica é uma marca de nascença indolor e causada pela pigmentação da pele – e não deve gerar preocupação.

Causas de mancha mongólica

As tais manchas aparecem pela mistura de etnias, conforme explica a Sociedade Brasileira de Pediatria. A causa é o acúmulo irregular de células que possuem melanina: em algum momento do desenvolvimento embrionário, as células param na parte mais profunda da pele e disso decorrem manchas. Além do nascimento, as manchas também podem surgir na primeira semana de vida.

A mancha mongólica é mais mais comum em crianças com ascendência asiática (90%) e negras (80%), apesar de ser possível aparecer em qualquer bebê. O nome foi criado em 1885 pelo médico alemão Erwin Bälz, pois acreditava que somente crianças da etnia mongol desenvolvessem as marcas.

Ainda hoje não é possível prever quais bebês terão as manchas. Elas surgem independentemente do sexo do bebê.

Sinais e sintomas

A mancha mongólica é de caráter visual e pode ser encontrada geralmente na região lombar, apesar de também surgir (mais raramente) em pernas e braços.

A coloração vai desde a tonalidade mais acastanhada até o marrom azulado e roxo. Com tamanho variado, pode ser desde uma mancha maior até pequenos pontos, que muitas vezes passam despercebidos.

É grave?

Na maioria dos casos, a mancha mongólica não é sinal de doença e desaparece à medida que os bebês crescem, sem nenhum efeito sobre a saúde.

Existem estudos que sugerem a ligação entre casos de mancha mongólica com doenças metabólicas, principalmente quando são manchas vastas e espalhadas pelo corpo, porém mais pesquisas ainda são necessárias para a efetiva comprovação.

Tratamento de mancha mongólica

É consenso entre os médicos que casos de mancha mongólica não exigem tratamento, sendo esperado que clareiem gradualmente e sumam até a fase adulta. Vale, inclusive, os pais pedirem para anotar na ficha médica do bebê, de modo a evitar posteriores suspeitas (de abuso físico, por exemplo).

Apesar de não ser enfermidade, um médico sempre deve examinar e acompanhar a mancha mongólica da criança. Além disso, o profissional, por meio do Teste do Pezinho, é quem irá descartar a Hiperplasia Adrenal Congênita, essa sim uma doença e que também tem as manchas na pele como um dos sintomas.

Quer saber mais sobre saúde infantil? Então aprenda como tratar bebê com gases.

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Dra. Ligia Comerlatti • CREMESP: 40.008
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